INDICADORES DE EFICÁCIA E EFETIVIDADE
As atividades do projeto contribuíram para os resultados relacionados às componentes "Produção Sustentável" (1) e "Ciência, Tecnologia, Inovação e Instrumentos Econômicos" (4) do Quadro Lógico do Fundo Amazônia.
Os principais indicadores pactuados para o monitoramento desses objetivos foram:
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Indicador de Efeito Direto
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Meta
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Resultado
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Volume de madeira comercializada (in natura) em metros cúbicos
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3.762,50
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2.016,50
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Receita gerada com comercialização de madeira in natura
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R$ 263.375,00
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R$ 225.606,65
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N° de planos de manejo florestal sustentável licenciados
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25
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7
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Área de planos de manejo licenciados - considerando Planos de Manejo Florestais em parceria com o Instituto Mamirauá (hectares)
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8.750
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5.851,74
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Volume de óleo comercializado (litros)
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115.000
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91.566
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Receita gerada com a comercialização de óleos vegetais (R$)
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1.150.000
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6.408.443,38
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Volume de madeira beneficiada comercializada (metros cúbicos ou outra unidade)
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1.316,88
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126,78
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Receita gerada com comercialização de madeira beneficiada
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R$ 921.812,50
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R$ 131.152,26
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N° de organizações comunitárias fortalecidas
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5
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17
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N° total de indivíduos capacitados para a prática de atividades econômicas sustentáveis efetivamente utilizando os conhecimentos adquiridos, discriminados por: (i) X indivíduos (total); (ii) Y mulheres
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1.320
924 homens e 396 (30%) mulheres
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657
167 mulheres (25%)
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Nº de indivíduos cadastrados na Plataforma Cidade Florestal
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1.320
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510
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Nº de acesso à Plataforma Cidade Florestal pelos atores florestais
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792
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28.651
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Número de publicações científicas, pedagógicas ou informativas publicadas
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10
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21
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Compete o registro de que a pandemia de Covid-19 impactou negativamente o projeto, aumentando o tempo e custos logísticos e reduzindo a celeridade dos órgãos licenciadores, o que atrasou a execução de algumas atividades programadas, tais como o licenciamento de planos de manejo florestal. Como consequência, o Idesam identificou que algumas organizações comunitárias atendidas, na fase final do projeto, passaram a demonstrar menor interesse para atuar em algumas atividades pactuadas, especialmente da cadeia da madeira. Com isso, no último ano de execução do projeto foram redirecionados os esforços da equipe de campo a atividades que contavam com maior mobilização das comunidades e maior impacto em resultados pretendidos.
Não obstante o baixo valor da receita alcançado até o fim de sua execução na comercialização da madeira beneficiada, o projeto cumpriu as ações centrais programadas, que são de maior valor de investimento, tal como a estruturação física, esperando-se um efeito nos médio e longo prazos.
Efeito Direto 1.1 - Atividades econômicas baseadas no uso sustentável da floresta e da biodiversidade identificadas e desenvolvidas nos polos apoiados
Indicadores de eficácia:
- Número de planos de manejo florestal sustentável elaborados
Meta: 25 | Resultado alcançado: 11
- Número de planos de manejo florestal sustentável licenciados
Meta: 25 | Resultado alcançado: 7
- Volume inventariado m3
Meta: 7.525 | Resultado alcançado: 40.136
- Área construída (m2) e lista de equipamentos e mobiliário adquiridos
Meta: 130 | Resultado alcançado: 147
Efeito Direto 1.2 - Cadeias de produtos florestais e da biodiversidade com valor agregado ampliado nos polos apoiados
Indicadores de eficácia:
- Número de produtos com nova identidade visual
Meta: 5 | Resultado alcançado: 7
- Número de cadeias de manejo madeireiro com certificação obtida
Meta: 4 | Resultado alcançado: 1
- Número de veículos e equipamentos para manejo e escoamento de produtos do manejo adquiridos
Meta: 15 | Resultados alcançados: 26
- Número de núcleos de extensão estruturados
Meta: 5 | Resultados alcançados: 3
- Número de associações com assistência em gestão financeira e contábil
Meta: 14 | Resultados alcançados: 9
- Número de novas miniusinas de extração de óleo de uso múltiplo
Meta: 2 | Resultados alcançados: 2
- Número de miniusinas de extração de óleo reestruturadas
Meta: 3 | Resultados alcançados: 3
Efeito Direto 1.3 - Capacidades técnicas ampliadas para a implantação de atividades de manejo florestal nos polos apoiados
Indicadores de eficácia:
- Nº de indivíduos capacitados em técnicas de manejo florestal discriminados por: (i) indivíduos (total); (ii) mulheres
Meta: 1.320, sendo 30% mulheres
Resultado alcançado: 657, sendo 25% mulheres
- Nº de indivíduos capacitados em técnicas de beneficiamento de óleos vegetais discriminados por: (i) indivíduos (total); (ii) mulheres
Meta: 90 sendo 50 mulheres
Resultado alcançado: 173 sendo 60 mulheres
- Nº de indivíduos capacitados na plataforma tecnológica discriminados por: (i) indivíduos (total); (ii) mulheres
Meta: 350 sendo 50 mulheres
Resultado alcançado: 107 sendo 23 mulheres
- Nº total de indivíduos capacitados, discriminados por gênero
Meta: 1.320 sendo no mínimo 396 mulheres
Resultado alcançado: 657 sendo 167 mulheres
Efeito Direto 4.1 - Conhecimentos e tecnologias voltados para o manejo florestal madeiro e não madeireiro de pequena escala produzidos, difundidos e utilizados
Indicadores de eficácia:
- Plataforma Cidades Florestais desenvolvida
Meta: 3 | Resultado alcançado: 2
- Número total de eventos realizados para disseminação da Plataforma
Meta: 14 | Resultado alcançado: 8
- Estudo de serviços ambientais realizado
Meta: 1 | Resultado alcançado: 2
Indicadores Gerenciais
- Nº de indivíduos diretamente beneficiados pelo projeto
Meta: 210 | Resultado alcançado: 544
- Nº de mulheres diretamente beneficiadas pelo projeto
Meta: 250 | Resultado alcançado: 195
- Nº de mulheres exercendo cargos de coordenação na instituição responsável pela execução do projeto e número total de indivíduos exercendo cargos de coordenação nessa instituição
Meta: 38% | Resultado alcançado: 60%
Ao final do projeto, pode-se considerar, em termos de efetividade, que a cadeia de produtos florestais geridas por doze delas foi estruturada. Esse fortalecimento se refletiu em incremento na geração de renda nas organizações da cadeia de óleos vegetais, o que se deveu tanto pelo aumento do volume de vendas quanto pelo incremento do valor agregado de produtos florestais. Combinados, esses efeitos podem indicar escalonamento do patamar de vendas potenciais das organizações. A estratégia de implementação do projeto na cadeia dos óleos tornou possível melhor negociação com grandes empresas já comparadoras de matéria prima ou com clientes institucionais em potencial, visto que cinco organizações apoiadas fecharam contratos importantes ou estreitaram relações comerciais com grandes compradores.
ASPECTOS INSTITUCIONAIS E ADMINISTRATIVOS
Para a execução do projeto foram estabelecidas parcerias institucionais com órgãos do governo do Estado do Amazonas, como a Secretaria de Produção Rural (SEPROR), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e prefeituras. Na esfera acadêmica, foram estabelecidas parcerias com o Laboratório de Silvicultura Tropical da ESALQ-USP, com Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), possibilitando pesquisas e participação de estagiários no projeto. O projeto recebeu, ainda, uma aluna de doutorado na Universidade da Flórida que avaliou aspectos de gênero nas atividades florestais executadas no município de Lábrea.
A atuação do projeto foi além da oferta de assistência técnica e conexão com mercado. Visou, prioritariamente, a estruturação de um ecossistema para as cadeias de valor. Foram estabelecidas relações entre as organizações e grandes empresas compradoras de matéria prima, mas considerando as necessidades da cadeia ao firmarem contratos guarda-chuva, com previsibilidade e adiantamento do valor de compra. Quanto aos extensionistas, buscou-se a contratação de prestadores de serviços locais para criarem relações com as organizações, principalmente, quanto à execução de inventário florestal e ações logísticas.
Quanto a mudanças na organização executora, o Idesam aprimorou seu modelo de atuação, configurando-o em quatro eixos: Fortalecimento Institucional, Estruturação de Cadeias de Valor, Inovação em Bioeconomia e Novos Negócios.
RISCOS E LIÇÕES APRENDIDAS
O principal desafio para a execução do projeto, que continha muitas ações em campo, foi a pandemia do -coronavírus. Em função da necessidade de isolamento social foram interrompidas ações de campo e intensificada a assessoria técnica remota, prática já prevista no projeto, tanto por meio do aplicativo como pela central de extensão. Entre outubro e dezembro 2020, o Amazonas enfrentou uma grave crise amplamente divulgada. Nesse período, o projeto foi fortemente impactado, gerando a interrupção de atividades de campo até meados de março de 2021. Consequentemente, foi estendido o prazo para a execução das atividades.
Ao serem retomadas as atividades de campo, foram seguidas as precauções já tomadas no ano anterior para se evitar a contaminação dos produtores. Em função desse cenário, houve prejuízo para o desenvolvimento principalmente da atividade madeireira, que teve entraves para execução da exploração, realização de treinamentos e tramitação de licenças. Atividades que gerariam deslocamentos dos produtores e aglomeração foram canceladas e atividades como intercâmbios tiveram seus recursos alocados para outras ações. Também como medida para evitar aglomerações e deslocamento, o segundo seminário estadual foi realizado de forma virtual e teve como objetivo divulgar os resultados do projeto.
Para o componente de óleos vegetais não houve redução da demanda por produtos por parte dos clientes estabelecidos. Contudo, houve maiores dificuldades de produção. A usina de óleos da RDS do Uatumã suspendeu suas atividades entre janeiro e junho de 2021 em função da cheia histórica do Rio Negro, provocando o alagamento da área de queima da destiladora. Apesar destes desafios, foi possível dar continuidade à comercialização de óleos vegetais. A parceria com empresas de grande porte foi fundamental para a execução do projeto. Foi possível estabelecer contratos guarda-chuva com previsibilidade de entrega e adiantamento de recurso, que variaram de 30% a 70% do valor de cada lote entregue. Este adiantamento puxou a produção de óleos e gerou os resultados alcançados pelo projeto.
Quanto à experiência da implantação do extensionista local na metodologia adotada, verificou-se que para as cadeias de óleos vegetais foi mais fácil a adoção de um(a) morador(a) capacitado(a) em boas práticas e rastreabilidade, facilmente incorporado como elo na cadeia. Quanto à cadeia madeireira, foram realizados treinamentos com os moradores locais e houve avanço na capacidade técnica instalada, principalmente nas atividades de inventário florestal, derruba e romaneio. Contudo, em função inclusive de exigências locais, a cadeia requer técnicos especializados com credenciamento legal.
SUSTENTABILIDADE DOS RESULTADOS
O Idesam definiu como estratégia para efetividade dos resultados alcançados seguir buscando recursos não-reembolsáveis junto a parceiros institucionais, para prosseguimento do apoio às cadeias e populações atendidas no projeto. Também, avalia acoplar a essa frente outras estratégias, como a captação de recursos via pagamentos por serviços ambientais para custear as atividades produtivas das comunidades atendidas, e o fortalecimento da marca coletiva Inatú Amazônia, com vistas a reduzir a dependência de apoiadores institucionais.