Sistemas Agroflorestais

19/07/2010

Fonte: BNDES

Entre os dias 6 e 8 de julho foi realizada, em Brasília, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), oficina para subsidiar o estabelecimento de estratégias de atuação integrada baseadas na utilização de Sistemas Agroflorestais (SAFs) nos 43 municípios integrantes da Operação Arco Verde.
 
Além da Embrapa, participaram da oficina representantes da Casa Civil; Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Agrário (MDA); Banco da Amazônia (BASA), Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste (BNB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA); Comissão de Recuperação da Lavoura Cacaueira (CEPLAC); e Serviço de Proteção da Amazônia (SIPAM).

Os SAFs – sistemas que buscam integrar culturas agrícolas e florestais, podendo incluir, ainda, a criação de animais – pretendem oferecer uma alternativa de manejo capaz de associar a produção e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais com a conservação dos recursos naturais. Dessa forma, contribuem para o desenvolvimento de um modelo de agricultura sustentável, sendo estratégicos, por exemplo, para a recomposição das Áreas de Reserva Legal (ARL), das Áreas de preservação permanente (APPs) e das Áreas de Uso Alternativo (AUA).

Como desdobramento da oficina, foram criados dois grupos de trabalho. Um deles ficou com a missão de finalizar a elaboração de planilhas e sistematizar as informações técnicas para apoiar as operações de crédito com os agricultores interessados em implantar Sistemas Agroflorestais em suas propriedades. Já o segundo grupo vai elaborar o conteúdo de capacitação, a apresentação básica e a sistematização de material informativo a ser utilizado para divulgação dos SAFs.

Operação Arco Verde - É a parte do Plano de Ação e Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal (PPCDAM) destinada a apoiar 43 municípios dos estados do Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia e Roraima, apontados pelo MMA como prioritários na transição do atual modelo predatório de produção para um novo padrão de sustentabilidade. São eles:

Amazonas
Lábrea.

Mato Grosso
Alta Floresta, Aripuanã, Brasnorte, Colniza, Confresa, Cotriguaçu, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Juara, Juína, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Nova Ubiratã, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Porto dos Gaúchos, Querência, São Félix do Araguaia, Vila Rica e Nova Maringá.

Maranhão
Amarante do Maranhão.

Pará
Altamira, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Dom Eliseu, Itupiranga, Marabá, Novo Progresso, Novo Repartimento, Pacajá, Paragominas, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Tailândia e Ulianópolis.

Rondônia
Machadinho D’oeste, Pimenta Bueno, Porto Velho e Nova Mamoré.

Roraima
Mucajaí.
 



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